De acordo com o CEO da T-Mobile, Srini Gopalan, e com comentários recentes sobre os resultados, as ações da AST SpaceMobile (ASTS) caíram 33% em julho de 2026, assinalando o seu pior desempenho mensal em mais de dois anos, mesmo quando as principais operadoras de telecom reforçam a importância estratégica da conectividade por satélite. Gopalan afirmou que, apesar de a ligação direta para telemóvel (direct-to-cell) representar, de momento, apenas 0,0003% do tráfego de rede da T-Mobile, os satélites acabarão por se tornar “table stakes”, complementando os serviços terrestres. Realçou ainda a joint venture anunciada em maio pela T-Mobile, AT&T e Verizon, destinada a agregar espectro e a adquirir capacidade de satélite junto de vários fornecedores, o que poderá abrir oportunidades para a AST, ao lado das parcerias existentes.
A Nokia, que fornece equipamento de acesso via rádio para a rede baseada no espaço da AST ao abrigo de um acordo de 2022, delineou o seu roadmap da plataforma AI-RAN: pilotos até ao final de 2026, disponibilidade comercial em 2027 e ganhos de eficiência espectral superiores a 100% até 2028. O CEO da Nokia, Justin Hotard, caracterizou a mudança para plataformas orientadas por software como algo que transforma, de forma fundamental, a economia das redes de rádio.