Commerzbank: o euro apanhado entre choques energéticos e as expectativas sobre as taxas do BCE a 24 de julho.

De acordo com o economista do Commerzbank Michael Pfister, em 24 de Julho, um acordo para pôr fim ao conflito entre os EUA e o Irão poderá beneficiar a economia da zona euro, mas não sinaliza necessariamente força para o euro. Se os preços do petróleo descerem devido à redução das tensões, as expectativas do mercado quanto a novos aumentos das taxas do Banco Central Europeu poderão suavizar-se, retirando apoio à moeda. Pfister referiu que esta dinâmica foi evidente após os EUA e o Irão assinarem, em Junho, um memorando de entendimento, quando uma forte queda no preço do petróleo proporcionou um apoio mínimo ao euro. Acrescentou que as actuais apostas do mercado para aumentos das taxas do BCE estão a ajudar a compensar, no curto prazo, subidas nos preços do petróleo decorrentes da recente escalada do conflito.
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