A Galaxy Digital, a Gemini, a Sharplink e a Bitmine Immersion Technologies surgiram nas listas preliminares da FTSE Russell para possível inclusão nos índices Russell 3000, segundo dados publicados na sexta-feira. A capitalização bolsista da Galaxy Digital situou-se em cerca de 11,55 mil milhões de dólares, qualificando a empresa para uma possível colocação no Russell 1000, que acompanha as 1.000 maiores empresas dos EUA por valor de mercado e exige uma capitalização mínima acima de 5,7 mil milhões de dólares. O Russell 3000 acompanha as 3.000 maiores empresas de capital aberto dos EUA e, atualmente, exige uma capitalização bolsista mínima de aproximadamente 146,4 milhões de dólares. A inclusão exporia estas empresas a compras automáticas por parte de ETFs e fundos mútuos indexados. Cerca de 12,2 biliões de dólares em ativos estão indexados aos índices Russell a nível global, tornando a inclusão um evento material para qualquer empresa cotada.
Requisitos do Índice e Qualificações das Empresas
A Galaxy Digital e a Bitmine Immersion Technologies atingiram o limiar para uma possível colocação no Russell 1000. A Gemini e a empresa de tesouraria em Solana, a Forward Industries, qualificaram-se para o menor Russell 2000. A Sharplink tem um valor de mercado de cerca de 1,2 mil milhões de dólares; a Forward Industries tem uma capitalização de quase 350 milhões de dólares. A colocação no Russell 1000 colocaria a Galaxy e a Bitmine ao lado de megacaps dos EUA, incluindo Nvidia, Microsoft, Apple e Alphabet.
Declarações da Direção
Joseph Chalom, CEO da Sharplink, disse na terça-feira que a adesão ao Russell 2000 poderia ajudar a empresa a atrair novos acionistas e a melhorar o acesso aos mercados de capitais. O CIO da Forward Industries, Ryan Navi, afirmou: "Acreditamos que a inclusão no índice irá alargar a nossa base de acionistas, melhorar a liquidez da negociação e aumentar a visibilidade junto de investidores institucionais de longo prazo." Navi acrescentou que a Forward está "bem posicionada para se afirmar como uma plataforma institucional líder para exposição a ativos digitais" através da sua estratégia de tesouraria em Solana.
Impacto no Mercado
As ações adicionadas aos índices Russell são automaticamente compradas por veículos de investimento passivos que replicam os benchmarks, frequentemente gerando um aumento mensurável no volume de negociação em torno da data de recomposição. Para empresas ligadas às criptomoedas, o processo alarga a titularidade para além dos fundos focados em ativos digitais e coloca ações dentro de fundos de pensões, produtos de reforma e carteiras tradicionais de ações que, de outra forma, teriam exposição nula a cripto. O desenvolvimento é particularmente notável para a Galaxy Digital, que recentemente garantiu uma New York BitLicense, e para a Bitmine, cujo presidente, Tom Lee, tem sido vocal sobre a estratégia de tesouraria em Ethereum da empresa como via para legitimidade institucional.
Próximo Passo
A FTSE Russell irá divulgar novas atualizações a 5 de junho, 12 de junho e 18 de junho. Os índices recombinados entram oficialmente em vigor após o fecho do mercado dos EUA a 26 de junho. Espera-se que as adições confirmadas desencadeiem compras mensuráveis por fundos passivos nessa data.