Chefe da AIE: A reabertura do Estreito de Ormuz não significa recuperação imediata de petróleo e gás; a reposição total pode demorar dois anos

Mensagem da Gate News, 17 de abril — O Director da (IEA), Fatih Birol, afirmou que restaurar a maior parte da produção de petróleo e gás natural interrompida pelo conflito no Irão poderá demorar até dois anos. Os danos causados pelo conflito já afetaram campos de petróleo, refinarias e oleodutos por toda a região do Golfo Pérsico, tornando a recuperação da capacidade um processo gradual.

O importante corredor crítico de transporte de energia, o Estreito de Ormuz, esteve quase encerrado, fazendo com que o mercado perca centenas de milhões de barris de petróleo bruto e de produtos refinados. Birol sublinhou que a perceção comum de uma recuperação imediata da produção assim que o estreito reabre é enganadora. "As pessoas, em geral, acreditam que, assim que virmos a abertura do estreito, a capacidade regressará imediatamente aos níveis anteriores — mas, na minha perspetiva, este raciocínio é enganador", disse.

A recuperação do fornecimento de gás natural liquefeito (LNG) será ainda mais lenta. Alguns terminais de receção danificados nos ataques poderão exigir mais de dois anos para voltar a operar normalmente. Birol referiu também que as economias emergentes recetoras de energia, em particular na Ásia e em África, serão atingidas com maior dureza se o conflito se mantiver.

Os primeiros sinais de contração da procura já são visíveis, incluindo racionamento de energia, redução da atividade económica e aumento da pressão inflacionária.

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