De acordo com a recente entrevista do CEO da Nvidia, Huang He-juen, a economia global está a atravessar uma vaga de infraestruturas potencialmente superior à Revolução Industrial, com os agentes de IA no seu centro. Huang sublinhou que a IA passou de capacidades generativas—como a conversão text-to-text e text-to-image—para uma fase “agentic”, em que os sistemas conseguem raciocinar, executar tarefas e concretizar trabalho. Esta mudança representa o verdadeiro ponto de viragem para o valor comercial da IA, já que os mercados vão pagar por “trabalho concluído” e não apenas por inteligência demonstrada.
Huang detalhou ainda uma estrutura da indústria de IA em cinco camadas: energia (nuclear, eólica, solar, hidrogénio); hardware de computação (chips, servidores, equipamento de rede); infraestruturas (terrenos, energia, centros de dados); desenvolvimento de modelos (criadores de grandes modelos de linguagem como a OpenAI); e aplicações (finanças, direito, logística, manufatura). Salientou que a aprendizagem em IA vai além da linguagem para qualquer domínio com estrutura estável e padrões previsíveis, sugerindo que aplicações no mundo real e nas ciências da vida poderão representar um mercado muito maior do que o atualmente reconhecido.