Tether anunciou a abertura do sistema de mineração de Bitcoin em El Salvador, integrando a camada operacional e reduzindo as barreiras de entrada, através de uma arquitetura descentralizada que redefine a competição na indústria de mineração e o ecossistema de soberania comunitária.
Líder em stablecoins, a Tether entra oficialmente na indústria de infraestrutura de Bitcoin, anunciando no Fórum 2026 Plan ₿ em El Salvador que seu sistema de operação de mineração (Mining Operating System, abreviado Mining OS) será totalmente open source. Este movimento é visto como uma mudança estratégica de uma empresa avaliada em mais de 120 bilhões de dólares, com o objetivo de romper o monopólio de softwares proprietários de mineração industrial de longa data.
O CEO da Tether, Paolo Ardoino, divulgou esta notícia ontem (2/3), destacando que o sistema já está disponível para a comunidade global de mineradores, esperando que, através de transparência e colaboração open source, seja possível reduzir a barreira de entrada para novos participantes. Esta decisão continua a visão apresentada pela Tether em junho do ano passado, quando a empresa defendeu que os mineiros de Bitcoin deveriam poder participar da competição sem depender de fornecedores terceirizados caros.
Leitura adicional
Sistema de mineração open source da Tether! Permite que mineradores de pequeno e médio porte controlem suas máquinas, deixando de lado o monopólio na ecologia
Fonte da imagem: X/@paoloardoino O CEO da Tether, Paolo Ardoino, enfatiza que o sistema já está aberto para uso da comunidade global de mineração, esperando que, através de transparência e colaboração open source, seja possível reduzir a barreira de entrada para novos participantes
Atualmente, as operações de mineração enfrentam problemas de fragmentação de software: monitoramento de hash rate, gestão de transformadores de energia e sistemas de resfriamento geralmente operam em sistemas independentes. A chegada do Mining OS oferece uma camada operacional única, descrita como o “sistema nervoso” dos mineradores, capaz de realizar uma gestão completa e visual de ponta a ponta. Este sistema cobre desempenho de hardware de mineração, eficiência no consumo de energia, monitoramento de saúde dos equipamentos e gestão de infraestrutura a nível de site.
A característica técnica mais importante é sua arquitetura autogerenciada e ponto a ponto (P2P), construída com o protocolo Holepunch, garantindo que as comunicações internas do sistema sejam criptografadas e que não haja serviços centralizados, backdoors ou dependências de terceiros.
Ardoino destaca que o Mining OS possui alta modularidade e capacidade de expansão, podendo ser utilizado por entusiastas com poucos dispositivos ou por grandes fazendas industriais que gerenciam várias regiões geográficas e instalações com capacidade de gigawatts.
Fonte da imagem: Mining OS Interface do Mining OS
Além do sistema operacional, a Tether revelou a estrutura de suporte do Mining OS: o Mining SDK. Este kit de desenvolvimento de software oferece componentes modulares pré-construídos (chamados de workers), APIs simples de usar e kits de UI, permitindo que desenvolvedores e empresas de mineração construam rapidamente dashboards personalizados ou ferramentas internas de gestão. O SDK tem como objetivo eliminar a necessidade de escrever toda a infraestrutura do zero, reduzindo significativamente o tempo e o custo de desenvolvimento de software.
Embora o Mining OS possa ser implantado imediatamente, o SDK é considerado um projeto colaborativo, com previsão de versão final em alguns meses, em parceria com a comunidade open source. Através do código aberto, a Tether espera que a competição na indústria de mineração mude do foco na “tecnologia fechada” para uma busca pura por “eficiência operacional”, fortalecendo a resiliência da rede Bitcoin como um todo.
A abertura do Mining OS pela Tether coloca a empresa ao lado de outras grandes empresas de criptomoedas, como a Block de Jack Dorsey, impulsionando a inovação em mineração open source.
Vale destacar que o software da Block é otimizado para seus próprios hardwares, enquanto o Mining OS da Tether é neutro em relação ao hardware (Hardware-agnostic), compatível com a maioria das infraestruturas do mercado. Isso simboliza mais uma expansão bem-sucedida da Tether além do stablecoin $USDT. Em 2025, a empresa lucrou mais de 10 bilhões de dólares e investiu massivamente em inteligência artificial (IA), finanças descentralizadas (DeFi), tokenização de ativos físicos como ouro e infraestrutura de Bitcoin.
Com o Mining OS sob licença Apache 2.0, mineradores ao redor do mundo podem usar, modificar e otimizar livremente este sistema, reduzindo a dependência de fornecedores de softwares proprietários. Isso representa não apenas um avanço técnico, mas também um marco importante na recuperação da soberania da comunidade de mineração.
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