A Paxful, a plataforma de troca de Bitcoin peer-to-peer que encerrou em 2023, foi condenada esta semana por um tribunal federal a pagar 4 milhões de dólares em multas após admitir múltiplas acusações criminais. A empresa chegou a um acordo de confissão com o Departamento de Justiça e o Departamento do Tesouro em dezembro, admitindo transferir conscientemente fundos implicados em branqueamento de capitais, fraude, prostituição e esquemas de tráfico sexual comercial. Segundo o Departamento de Justiça, a empresa facilitou cerca de 3 mil milhões de dólares em transações entre 2017 e 2019, arrecadando quase 30 milhões de dólares em receitas com esse negócio.
Paxful transferiu conscientemente Bitcoin em nome de clientes, incluindo o Backpage, um site de anúncios de prostituição que lucrou com trabalho sexual ilegal envolvendo menores. Os fundadores da Paxful, numa altura, vangloriaram-se do “Efeito Backpage” e do seu impacto positivo nos negócios da Paxful, segundo o Departamento de Justiça. “Ao colocar o lucro acima do cumprimento, a empresa permitiu o branqueamento de capitais e outros crimes,” afirmou Eric Grant, um procurador dos EUA envolvido no caso, na quarta-feira. “Esta sentença envia uma mensagem clara: empresas que ignoram atividades criminosas nas suas plataformas enfrentarão consequências sérias ao abrigo da lei dos EUA.” Como parte do acordo de confissão, a Paxful admitiu que a penalidade criminal adequada pelos seus crimes seria superior a 112 milhões de dólares. Contudo, o Departamento de Justiça determinou que a empresa não teria capacidade de pagar uma multa superior a 4 milhões de dólares. Um juiz federal confirmou a multa de 4 milhões de dólares durante uma audiência de sentença na terça-feira.
A Paxful também concordou em pagar uma multa civil de 3,5 milhões de dólares à FinCEN, uma agência do Departamento do Tesouro, pelo seu comportamento. Em 2024, o cofundador da Paxful, Artur Schaback, da Estónia, declarou-se culpado de violar as leis anti-branqueamento de capitais dos EUA.