Perda de 22 BTC e um erro de troca de 40 bilhões de dólares levam a Coreia do Sul a reforçar a supervisão de ativos cripto apreendidos em todo o país.
A Coreia do Sul ordenou uma revisão urgente de como as agências públicas gerenciam os ativos cripto apreendidos. A medida segue a perda de 22 Bitcoin pela polícia de Seul e um grande erro de contabilidade na Bithumb. Os responsáveis admitem que lapsos recentes expuseram controles de custódia fracos em órgãos estatais.
Pressões crescentes devido ao desaparecimento de criptomoedas levaram o principal responsável financeiro de Seul à ação. O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Koo Yun-cheol, ordenou uma inspeção completa de como os ativos digitais são armazenados e supervisionados por instituições públicas. A revisão abrangerá ativos obtidos por meio de apreensões, fiscalização tributária e investigações criminais.
Koo afirmou que órgãos como a Comissão de Serviços Financeiros e a Superintendência Financeira participarão da inspeção. Essas autoridades avaliarão como as agências armazenam, controlam e registram as criptomoedas apreendidas.
Em uma declaração publicada no X, o ministro das finanças prometeu medidas rápidas para reforçar a segurança dos ativos digitais.
Recentemente, em relação ao vazamento de informações de ativos digitais pela Receita Federal, o governo, juntamente com o Ministério das Finanças e a Comissão de Serviços Financeiros, irá verificar a situação e a gestão dos ativos digitais detidos por órgãos públicos e entidades governamentais por meio de apreensões e ações de cobrança, além de implementar medidas para fortalecer a segurança e evitar reincidências.
Para referência,… pic.twitter.com/RfvGJdvHy3
— 구윤철 부총리 겸 재정경제부 장관 (@yuncheol_koo) 1 de março de 2026
A pressão por reformas aumentou após relatos de que a polícia de Gangnam perdeu acesso a 22 BTC em 2022. Na época, esses ativos estavam avaliados em aproximadamente 1,4 milhão de dólares. Os policiais entregaram o controle dos ativos apreendidos a uma empresa terceirizada, sem manter as chaves privadas, violando as diretrizes de custódia.
O que começou como uma falha silenciosa de custódia transformou-se em uma controvérsia pública. As autoridades só divulgaram recentemente a perda de 22 BTC, provocando críticas severas. Enquanto isso, promotores prenderam dois suspeitos e investigam possíveis subornos ligados ao caso.
Ao mesmo tempo, surgiu uma controvérsia envolvendo a exchange Bithumb. Uma falha interna no sistema supostamente creditou aos usuários bilhões de dólares em Bitcoin por engano. O valor estimado do erro atingiu quase 40 bilhões de dólares antes de ser corrigido.
Reguladores enfrentaram críticas por não terem detectado o problema mais cedo. O incidente aumentou a pressão sobre os órgãos reguladores para reforçar a supervisão de plataformas de ativos digitais e holdings estatais.
O Ministro das Finanças, Koo, esclareceu ainda que o governo não possui ativos digitais como investimentos. Ele acrescentou que o Estado detém apenas criptomoedas adquiridas por meio de ações de fiscalização legal, como apreensões fiscais e investigações criminais.
Além disso, as falhas recentes expuseram fraquezas claras na gestão de ativos digitais por parte das agências públicas. O armazenamento de criptomoedas exige padrões rigorosos de custódia e controles técnicos. Uma supervisão fraca pode levar a perdas irreversíveis.
As declarações de Koo indicam que esses riscos são reconhecidos pelos altos níveis do governo. Investigações em andamento podem moldar a próxima fase de reformas, pois os resultados podem levar a regras mais rígidas.