Eli Lavon, um cidadão americano de 21 anos que estuda em um seminário ultraortodoxo em Jerusalém, foi indiciado na sexta-feira sob acusações de espionagem pelo Ministério Público de Israel, marcando a primeira acusação de um cidadão dos EUA em meio a uma repressão mais ampla à espionagem ligada ao Irã. Os promotores alegam que Lavon foi recrutado em novembro de 2025 por meio de um anúncio de emprego no Telegram enquanto visitava parentes nos Estados Unidos, com agentes de inteligência iranianos posteriormente o instruindo a realizar tarefas de vigilância em troca de pagamentos em criptomoedas. O caso ocorre em meio a aproximadamente 60 denúncias de espionagem relacionadas ao Irã apresentadas pelas autoridades israelenses desde 2023, conforme autoridades relatam que locais supostamente vigiados por tais recrutas foram posteriormente alvos de ataques com mísseis iranianos.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público acusa Lavon de duas acusações de contato com agente estrangeiro e 14 acusações de comunicação de informações que poderiam beneficiar um inimigo, de acordo com reportagens da CNN. Os promotores afirmam que o recrutamento começou em novembro de 2025, quando Lavon, enquanto visitava parentes nos Estados Unidos, respondeu a um anúncio de emprego no aplicativo de mensagens Telegram. Um mês depois, quando ele retornava a Israel, alguém que afirmava representar a inteligência iraniana fez contato e começou a instruí-lo a realizar tarefas de vigilância, segundo a denúncia.
Essas tarefas supostamente incluíam filmar um prédio abandonado em um bairro religioso de Jerusalém e gravar imagens dentro de um supermercado. Em uma ocasião, os promotores afirmam que Lavon foi instruído a esconder um maço de cigarros contendo um bilhete com a mensagem "O trabalho está concluído" em uma lixeira de um shopping em Jerusalém. Depois de interromper esse contato, os promotores afirmam que Lavon começou a se comunicar com um segundo agente ligado ao Irã, escondendo um pen drive envolto em dinheiro em um restaurante e enviando uma foto de seu passaporte. Esse agente o pressionou por nomes de outros alunos do seminário, o que Lavon se recusou a fornecer, de acordo com a denúncia.
Lavon recebeu pagamentos em criptomoeda pelo material que forneceu, comunicando-se por meio de duas contas no Telegram e três telefones, conforme as acusações. Os promotores afirmam que seus pagamentos combinados dos dois agentes totalizaram cerca de US$ 1.379. "Esta denúncia ilustra como agências de inteligência estrangeiras tentam explorar a esfera digital para identificar, recrutar e operar indivíduos dentro de Israel", disse Ronit Shentzer Yaakobi do Ministério Público do Distrito de Jerusalém, "e quão importante é permanecer vigilante e interromper imediatamente o contato quando abordado dessa forma."
O advogado de Lavon, Raz Bar Tzvi, disse à CNN que ser contatado online por um agente estrangeiro não faz de alguém um espião, e argumentou que os fatos descritos na denúncia não sustentam as acusações. Ele se recusou a dizer como seu cliente irá se declarar.
Israel indiciou cerca de 60 pessoas sob acusações de espionagem relacionadas ao Irã desde 2023. Autoridades afirmam que vários locais supostamente vigiados por tais recrutas foram posteriormente atingidos em ataques com mísseis iranianos.
Quais acusações Eli Lavon enfrenta em Israel? Eli Lavon foi indiciado na sexta-feira sob duas acusações de contato com agente estrangeiro e 14 acusações de comunicação de informações que poderiam beneficiar um inimigo, de acordo com a denúncia do Ministério Público reportada pela CNN.
Como Lavon teria sido recrutado pela inteligência iraniana? Os promotores alegam que Lavon respondeu a um anúncio de emprego no Telegram em novembro de 2025 enquanto visitava parentes nos Estados Unidos, e posteriormente foi contatado por alguém que afirmava representar a inteligência iraniana, que o instruiu a realizar tarefas de vigilância em troca de pagamentos em criptomoedas totalizando cerca de US$ 1.379.
Quantos casos de espionagem relacionados ao Irã Israel processou desde 2023? Israel indiciou cerca de 60 pessoas sob acusações de espionagem relacionadas ao Irã desde 2023, com autoridades afirmando que vários locais supostamente vigiados por tais recrutas foram posteriormente atingidos em ataques com mísseis iranianos.
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