O Banco Central do Brasil proibiu o uso de criptomoedas em pagamentos transfronteiriços regulados, como parte de um esforço mais amplo para trazer transferências internacionais para dentro do sistema de câmbio estrangeiro do país. O Banco Central do Brasil publicou a Resolução nº 561 nesta quinta-feira, alterando o marco do eFX para exigir que os pagamentos transfronteiriços sejam processados por meio de transações tradicionais de câmbio ou por contas em real brasileiro reguladas mantidas por contrapartes estrangeiras, excluindo explicitamente criptomoedas e stablecoins.
A medida não proíbe transferências de criptoativos de forma completa no Brasil. Em vez disso, remove os ativos digitais, incluindo stablecoins, do marco regulado do país, destacando a intenção do banco central de manter transferências internacionais dentro de canais de câmbio estrangeiro monitorados. A ação se baseia no esforço mais amplo do Brasil para enquadrar a atividade cripto sob regulação financeira e de câmbio estrangeiro, especialmente à medida que o uso de stablecoins cresceu no país.
A proibição faz parte de uma abordagem regulatória em escalada no Brasil. Em novembro de 2025, o banco central determinou que prestadores de serviços de ativos virtuais obtenham autorização para operar, estendendo regras existentes do setor financeiro — incluindo proteção ao cliente, governança, controles internos, cibersegurança e padrões de prevenção à lavagem de dinheiro — a empresas de cripto. Os provedores foram classificados como intermediários, custodiantes ou corretores, com as regras entrando em vigor em fevereiro e um período de tolerância de nove meses oferecido para que as empresas cumprissem.
Outros avanços regulatórios incluem o fato de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ter pausado uma consulta pública planejada sobre tributação de cripto em março. No mês passado, autoridades brasileiras também bloquearam Kalshi e Polymarket, citando preocupações com proteção ao investidor e integridade do mercado em uma proibição abrangente de plataformas de mercado de previsões.
O Brasil continua sendo o maior mercado cripto da América Latina, ocupando a quinta colocação global no Índice Global de Adoção de Cripto da Chainalysis em 2025, acima do 10º lugar em 2024. O presidente do banco central, Gabriel Galipolo, afirmou anteriormente que houve um aumento contínuo do uso doméstico de cripto nos últimos três anos, com cerca de 90% do fluxo ligado a stablecoins.
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