No período de 7 de junho de 2026, das 22:00 às 23:00 (UTC), o preço do BTC saltou de 61.725,2 USDT para 63.736,7 USDT, registrando uma alta de +3,10%, com volatilidade de 3,26%. Após uma forte queda rápida do fim de maio ao início de junho, o mercado apresentou uma recuperação técnica próxima a uma zona de suporte crítica.
O principal motor dessa variação foi o ajuste técnico após a liquidação de alavancagem. No fim de maio, em apenas 24 horas, mais de 160 mil pessoas foram atingidas por liquidações, com um valor total acima de US$ 900 milhões, dos quais posições compradas (long) representaram 93%, totalizando US$ 873 milhões. O processo extremo de desalavancagem esgotou temporariamente a pressão vendedora, criando condições técnicas para a recuperação.
Além disso, houve uma divisão clara nas posições de instituições. Embora o conjunto dos ETFs tenha mostrado tendência de saídas de capital (saídas acumuladas de US$ 4,4 bilhões em 13 pregões consecutivos), o grupo de assessores de investimento reduziu apenas 5,9%. Já a JPMorgan aumentou sua posição em 3.000 BTC, o Bank of America aumentou 4.000 BTC e o fundo soberano Mubadala também fez aportes oportunistas de 1.100 BTC. Ao mesmo tempo, depois que o BTC recuou mais de 40% da máxima anterior e perdeu o suporte de US$ 75.000, indicadores de sobrevenda como o RSI acionaram sinais de compra para alguns fundos quantitativos; a combinação de múltiplos fatores gerou uma confluência.
Vale monitorar riscos de liquidez macro. Se a escalada do cenário geopolítico levar a uma alta contínua do preço do petróleo, o Federal Reserve pode ser forçado a adotar uma política mais restritiva, pressionando os ativos de risco. No aspecto técnico, é importante observar se o preço consegue romper de forma efetiva a banda superior do canal de alta, evitando que a alavancagem volte a se acumular e dispare um novo ciclo de liquidações.