A corretora chinesa Futu Holdings (富途控股), listada na Nasdaq, realizou em 13 de julho, em Hong Kong, uma coletiva de imprensa. O diretor-gerente da Futu Securities, Xie Deyuan (謝德源), afirmou que o negócio na China continental deve diminuir gradualmente. Até o fim de março, a participação das contas de fundos da China continental no total de contas da empresa caiu para 13%, respondendo por 17% do patrimônio total dos clientes. Em termos financeiros, no primeiro trimestre até março, o lucro líquido foi de HK$ 831 milhões.
Posicionamento de correção da Futu Holdings e compromisso com o negócio em Hong Kong
Conforme explicou Xie Deyuan, diretor-gerente da Futu Securities, a Futu acredita que a operação de retificação da CSRC (Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China) é um “problema comum do setor”, e não uma punição apenas contra a Futu; no comunicado, a empresa afirmou que “compliance é a principal vantagem da Futu” e disse que “fará a correção o mais rápido possível”.
Xie Deyuan recusou-se a divulgar a participação específica das contas de fundos da China continental após a punição, mas ressaltou que “segue o princípio de colocar os clientes em primeiro lugar para resolver as questões de compliance”. Sobre o negócio em Hong Kong, Xie disse: “Nosso objetivo ao abrir lojas físicas é atender investidores de Hong Kong. Enquanto uma determinada região tiver demanda, abriremos uma loja física lá.”
Atualmente, a Futu tem oito lojas físicas em pontos considerados de alta valorização em Hong Kong, oferecendo consultoria para abertura de contas, verificação presencial, áreas de experiência em tecnologia e seminários de pesquisa de investimentos. A Futu declarou que, atualmente, um em cada dois adultos em Hong Kong é seu cliente.
Impacto financeiro e cronograma de retificação de compliance: multa de 185 milhões de renminbi
De acordo com a reportagem, os principais impactos financeiros desta vez sob regulação da China para a Futu Holdings são os seguintes:
Multa regulatória na China: 185 milhões de renminbi (cerca de US$ 27,2 milhões)
Lucro líquido do primeiro trimestre de 2026: HK$ 831 milhões (cerca de US$ 106 milhões)
Lucro líquido do mesmo período do ano passado: HK$ 2,15 bilhões
Queda do lucro líquido: cerca de 61,3%
Participação de contas de fundos da China continental (até o fim de março de 2026): 13% (equivale a 17% do patrimônio total dos clientes)
Exigência de retificação: concluir a retificação em dois anos, encerrando totalmente a oferta ilegal de serviços de transação na China continental
Parar de receber novos clientes da China continental: maio de 2025
Perguntas frequentes
Por que a Futu Holdings prevê que o negócio na China continental continuará a encolher?
Conforme a reportagem, a CSRC ordenou que a Futu concluísse a retificação em dois anos e encerrasse totalmente a oferta ilegal de serviços de transação na China continental. A Futu já havia parado de receber novos clientes com identidade da China continental em maio de 2025. Xie Deyuan afirmou que a participação do negócio na China continental “certamente vai diminuir gradualmente”, e que a empresa atualmente prioriza tratar questões de compliance; até março de 2026, as contas de fundos da China continental já caíram para 13% do total de contas.
Quais são as principais razões para a queda de 61% no lucro líquido do primeiro trimestre da Futu?
De acordo com a reportagem, no trimestre encerrado em março de 2026, o lucro líquido caiu drasticamente de HK$ 2,15 bilhões no mesmo período do ano anterior para HK$ 831 milhões, principalmente porque os órgãos reguladores chineses impuseram uma multa de 185 milhões de renminbi (cerca de US$ 27,2 milhões) à Futu; as condições específicas de geração de lucro do negócio real dependem do relatório financeiro oficial da Futu.
Como a Futu lida com os impactos do encolhimento do negócio na China continental?
Conforme a explicação de Xie Deyuan, as estratégias de resposta da Futu incluem: manter a meta de 800 mil novos clientes pagantes em 2026; continuar a avançar na estratégia de globalização (boa tendência de crescimento em mercados no exterior); manter investimentos nas oito lojas físicas em Hong Kong; e enfatizar que um em cada dois adultos em Hong Kong é seu cliente, considerando que o mercado local ainda tem grande potencial de crescimento.