O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse nesta semana que o Bitcoin faz parte de esforços classificados do Departamento de Defesa para projetar poder e contrapor a China.
Principais destaques:
Hegseth fez os comentários durante uma audiência na Câmara da Comissão de Serviços Armados, em resposta a perguntas do deputado texano Lance Gooden sobre como garantir uma vantagem estratégica no Bitcoin.
“Sou um entusiasta de longa data do potencial do Bitcoin e das criptomoedas”, disse Hegseth aos legisladores, acrescentando que iniciativas em andamento ligadas a habilitar ou contrariar a tecnologia permanecem classificadas. Hegseth acrescentou:
“Muitas das coisas que estamos fazendo, habilitando isso ou derrotando isso, são esforços classificados que estão em andamento dentro do nosso departamento, e que nos fornecem bastante alavancagem em vários cenários diferentes.”
Ele enquadrou esses esforços como uma fonte de alavancagem em múltiplos cenários, ligando a arquitetura do Bitcoin a aplicações de segurança nacional, e não apenas ao uso financeiro. As declarações seguem um depoimento anterior neste mês de Samuel J. Paparo Jr., que confirmou que o Comando dos EUA para o Indo-Pacífico opera um nó ativo de Bitcoin e está testando o protocolo em cenários operacionais.
Paparo descreveu o Bitcoin como um sistema de ciência da computação construído sobre criptografia, blockchain e prova de trabalho, destacando seu potencial para impor custos reais em ambientes de cibersegurança. Juntas, as declarações marcam uma mudança significativa na forma como altos oficiais de defesa dos EUA descrevem o Bitcoin, saindo de uma ênfase em preocupações com finanças ilícitas para seu papel como um instrumento técnico.
Hegseth também vinculou o Bitcoin à competição geopolítica, afirmando que ele pode servir como um contrapeso ao que ele descreveu como o modelo da China de controle digital. Sua postura se alinha a iniciativas mais amplas da administração Trump que veem ativos digitais sob a ótica de segurança nacional, incluindo discussões sobre uma possível reserva estratégica de Bitcoin.
O histórico de Hegseth reflete um interesse duradouro na tecnologia, com divulgações anteriores mostrando participações pessoais antes de ele se desfazer delas ao assumir o cargo. Participantes do mercado e observadores de políticas apontaram os comentários como mais um sinal de crescente aceitação institucional dentro de agências federais.
Clipes da audiência circularam amplamente pelas plataformas de mídia social, ampliando a discussão sobre o papel do Bitcoin além das finanças. O Departamento de Defesa não detalhou o escopo desses programas, mas o depoimento de Hegseth e Paparo sugere a continuidade da exploração da infraestrutura do Bitcoin em contextos de segurança nacional.
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