De acordo com relatos da imprensa financeira, uma audiência de três dias realizada entre 7 e 9 de julho de 2026, envolvendo Qian Zhimin e 60.000 bitcoins, fez com que o litígio passasse de duas partes para três. O Crown Prosecution Service do Reino Unido (DPP) busca a perda em favor do Estado; as vítimas chinesas alegam direitos de propriedade sobre os bitcoins em valorização; e o administrador judicial nomeado pelo tribunal de Blue Sky Ge Rui sustenta que os bitcoins constituem ativos da empresa desviados, o que justifica a recuperação de direitos de propriedade.
Atualmente, os bitcoins estão avaliados em 427.000 yuan (aproximadamente 58.900 dólares) cada, um aumento de 152 vezes face ao preço de compra de 2.815 yuan por parte de Qian em 2014. O administrador argumenta que os bitcoins resultam de fundos da empresa desviados e que devem ser rastreados até à empresa. Entretanto, os advogados das vítimas propõem quatro enquadramentos jurídicos — aplicação da lei do Reino Unido, anulação do contrato, mecanismos de rastreio de proveitos e uma abordagem híbrida — para contrariar a posição do DPP de que a lei chinesa deve reger o caso.