Mark Cuban enfrenta apelação em ação coletiva da Voyager Digital

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Investidores da Voyager Digital recorreram em 23 de junho contra a rejeição de uma ação coletiva movida contra o empresário bilionário Mark Cuban e o Dallas Mavericks. O recurso contesta a decisão do juiz Roy Altman, de dezembro de 2025, que rejeitou a queixa sob o argumento de que os autores não conseguiram estabelecer vínculos suficientes entre os réus e a Flórida. A ação, protocolada em agosto de 2022, alegava que Cuban e seu time da NBA fizeram declarações falsas relacionadas a um acordo de marketing de 2021 com a Voyager Digital, uma corretora de criptomoedas que pediu falência em julho de 2022 após sofrer pesadas perdas ao emprestar centenas de milhões de dólares ao fundo de hedge de criptomoedas Three Arrows Capital, que entrou em colapso.

Voyager Digital entrou em colapso após perdas com empréstimos ao Three Arrows Capital

Fundada em 2021, a Voyager Digital era uma corretora de criptomoedas. Em 2022, sofreu pesadas perdas após emprestar centenas de milhões de dólares ao fundo de hedge de criptomoedas Three Arrows Capital, que colapsou. A própria Voyager pediu falência em julho de 2022.

Em agosto de 2022, investidores da Voyager Digital entraram com uma ação coletiva contra Cuban e seu time da NBA, acusando-os de "declarações falsas e outras condutas enganosas" relacionadas a um acordo de marketing de 2021 com a empresa de criptomoedas. A parceria de cinco anos visava promover a empresa por meio da base de fãs do time da NBA, o que, segundo os autores, enganou investidores sobre os riscos dos produtos de criptomoedas. A ação alegava que a Voyager oferecia títulos não registrados e que endossos de celebridades incentivaram investidores a participar.

Na ação original, os investidores destacaram que Cuban admitiu ser cliente da Voyager, e uma promoção dos Mavericks oferecia US$ 100 em Bitcoin para clientes que baixassem o aplicativo Voyager, abrissem uma conta, depositassem US$ 100 e realizassem uma negociação.

Juiz Altman rejeitou o caso em dezembro de 2025

O juiz Roy Altman, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul da Flórida, concedeu uma moção para rejeitar a queixa em dezembro de 2025, afirmando que os autores não conseguiram estabelecer vínculos suficientes entre os réus e a Flórida. A equipe de defesa argumentou que nem Cuban nem os Mavericks direcionaram especificamente suas campanhas para investidores da Flórida, e que o investidor bilionário havia alertado investidores de criptomoedas sobre os riscos.

A ordem judicial de dezembro do ano passado determinou que os autores não provaram que os réus visaram intencionalmente residentes da Flórida. No mês passado, o juiz Altman também negou pedidos de reabertura do caso e de reconsideração da rejeição.

Investidores entraram com recurso em 23 de junho

Em 23 de junho, os investidores da Voyager recorreram da decisão que rejeitou a ação, contestaram a ordem do mês passado e buscaram revisão de decisões interlocutórias anteriores.

Outros réus originalmente mencionados na ação coletiva, como o ex-jogador da NFL Rob Gronkowski, o jogador da NBA Victor Oladipo e o piloto da NASCAR Landon Cassill, concordaram em resolver o caso por US$ 2,4 milhões em 2024. Cuban e os Mavericks são os únicos réus restantes no processo.

FAQ

O que os investidores da Voyager Digital fizeram em 23 de junho?
Os investidores da Voyager Digital recorreram em 23 de junho contra a rejeição de uma ação coletiva contra Mark Cuban e o Dallas Mavericks, contestando a decisão do juiz Roy Altman de dezembro de 2025.

Por que o juiz Altman rejeitou a ação em dezembro de 2025?
O juiz Roy Altman rejeitou a queixa em dezembro de 2025 sob o argumento de que os autores não conseguiram estabelecer vínculos suficientes entre os réus e a Flórida.

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