A procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, em 28 de julho, apresentou um depoimento escrito ao Comitê Permanente de Investigações do Senado, alertando que o projeto de lei de Mercados de Ativos Digitais Claros (CLARITY) pode abranger a jurisdição regulatória do estado e pedindo ao Congresso que estabeleça regras de proteção ao consumidor mais rígidas para plataformas de cripto. Em seu depoimento, James afirmou que Nova York, nos últimos 5 anos, acumulou perdas de quase US$ 500 milhões por golpes envolvendo criptomoedas.
Depoimento escrito de James: perdas com golpes cripto em Nova York chegam a quase US$ 500 milhões em 5 anos
De acordo com o depoimento escrito apresentado por James, os dados sobre golpes cripto em Nova York são os seguintes: a quantidade de reclamações de golpes cripto recebidas nos últimos 3 anos aumentou 3 vezes; as perdas acumuladas nos últimos 5 anos chegam a quase US$ 500 milhões, mas James destacou que isso é apenas uma parcela relatada espontaneamente pela população, e o número real pode ser maior.
Ela alertou que, se a CFTC aprovar o CLARITY e unificar a tomada do controle regulatório, as autoridades de aplicação locais perderão as ferramentas para investigar golpes e responsabilizar plataformas ilegais. Ela citou um caso específico da Califórnia: em 2025, a Comissão de Valores Mobiliários da Califórnia (COS) aplicou multas de US$ 4,5 milhões a 3 plataformas cripto (por não manter registros de transações); se os padrões federais forem unificados, a Califórnia pode perder essas ferramentas de fiscalização.
As 5 exigências centrais propostas por James: combate à lavagem de dinheiro até proibição de conflito de interesses
Com base no depoimento escrito de James ao Comitê Permanente de Investigações do Senado, as 5 exigências centrais são as seguintes:
Regras de combate à lavagem de dinheiro: as plataformas precisam seguir padrões de AML (anti-lavagem de dinheiro), KYC (conheça seu cliente) e segurança na rede, além de monitorar transações suspeitas e manipulação de mercado.
Responsabilidade financeira: a plataforma deve arcar com responsabilidade financeira quando não conseguir proteger os consumidores, criando incentivos para que a plataforma faça boa gestão de riscos.
Proibição de misturadores para troca de moedas: proibir o uso de misturadores ou de conversões de criptomoedas não rastreáveis por dólares, garantindo a transparência da circulação dos ativos.
Manter leis estaduais: preservar as leis estaduais existentes sobre transmissão de moeda, bens e valores mobiliários, sem permitir que o projeto federal substitua automaticamente as regras locais.
Proibição de conflito de interesses: impedir que eleitores ou autoridades com interesses financeiros na indústria cripto participem de decisões de fiscalização.
O CLARITY será enviado ao plenário até o fim de julho, mas antes do recesso de agosto ainda há incerteza
De acordo com a reportagem original, o andamento legislativo mais recente do CLARITY é o seguinte: ele já foi aprovado na Comissão de Bancos do Senado e deve ser encaminhado para votação do plenário até o fim de julho; a liderança do partido majoritário no Senado alertou que ainda há divergências entre os dois partidos quanto aos detalhes, então a aprovação antes do recesso de agosto ainda é incerta.
O depoimento escrito de James desta vez é a primeira opinião escrita pública das autoridades de fiscalização sobre o conteúdo do projeto. James ressaltou: “A estrutura de mercado de cada estado, a população de consumidores e os padrões de golpes são diferentes, então um único padrão federal não consegue cobrir todas as situações.”
Perguntas frequentes
Quais são os dados mais recentes de perdas por golpes cripto em Nova York?
De acordo com o depoimento escrito apresentado por James em 28 de julho, a quantidade de reclamações de golpes cripto em Nova York aumentou 3 vezes nos últimos 3 anos; as perdas acumuladas nos últimos 5 anos chegam a quase US$ 500 milhões, e isso é apenas uma parcela de relatos espontâneos da população.
Quais exigências centrais James apresentou ao CLARITY?
Conforme o depoimento escrito, as 5 exigências centrais são: regras de AML/KYC para combate à lavagem de dinheiro, responsabilidade financeira das plataformas, proibição de misturadores para troca de moedas, manutenção das leis estaduais e proibição de autoridades com interesses financeiros em cripto participarem de decisões regulatórias.
Qual é o andamento legislativo atual do CLARITY?
De acordo com a reportagem original, o CLARITY já foi aprovado na Comissão de Bancos do Senado e deve ser encaminhado para votação do plenário até o fim de julho; porém, a liderança do partido majoritário no Senado alertou que ainda há divergências entre os dois partidos quanto aos detalhes, então a aprovação antes do recesso de agosto ainda é incerta.