Em 4 de junho, uma juíza da Suprema Corte de Nova York suspendeu uma ação judicial que busca reivindicar a propriedade de 39.069 carteiras de Bitcoin dormentes, contendo aproximadamente 3,8 milhões de BTC, avaliados em cerca de US$ 234 bilhões. A juíza Kathy J. King determinou uma suspensão, adiando uma decisão sobre um julgamento à revelia até uma audiência marcada para 14 de julho.
Os autores anônimos argumentam que a lei de perdidos e achados de Nova York pode transferir a propriedade de carteiras inativas para quem as encontra quando os proprietários originais não conseguem resgatá-las. O advogado Ian R. Cohen protocolou um parecer como amicus curiae contestando essa tese e afirmando que a lei se aplica apenas a bens tangíveis e não pode abranger endereços na blockchain, que são registrados em um livro-razão público. Cohen também citou uma emenda de 2022 à Lei de Propriedade Abandonada de Nova York que já estabelece um processo para lidar com moeda virtual dormente por meio do State Comptroller.