O CEO da Ripple revela algo incomum: já considerou fechar a empresa para distribuir XRP aos acionistas

XRP-1,55%

O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, revelou em um discurso na Faculdade de Negócios da Universidade de Kansas em julho que, após a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) ter aberto um processo em 2020, ele e o cofundador Chris Larsen consideraram seriamente fechar a Ripple e distribuir, de forma proporcional, o XRP que a empresa mantinha para os acionistas.

Quatro encontros com a SEC não informaram que o XRP era um valor mobiliário; custos do processo chegam a US$ 150 milhões

De acordo com a explicação de Garlinghouse, a SEC processou a Ripple a partir de 2020, acusando a empresa de vender o XRP como valor mobiliário não registrado, além de listar Garlinghouse e Larsen como réus. Garlinghouse afirmou que, entre 2017 e 2019, ele se reuniu quatro vezes com oficiais da SEC sem a presença de advogados, mas nunca foi informado de que o XRP poderia ser considerado um valor mobiliário; ele acredita que essa situação fez a empresa perder regras regulatórias claras e uma oportunidade justa de aviso prévio.

O processo durou cerca de quatro anos, e Garlinghouse estima que a Ripple tenha gasto aproximadamente US$ 150 milhões nesse litígio.

Ripple sai vitoriosa no fim: juíza Torres decide que XRP não é um valor mobiliário

Segundo a reportagem, a ação da Ripple terminou com vitória: a juíza federal Analisa Torres decidiu que o próprio XRP não é um valor mobiliário. No ano passado (2025) em maio, após a nomeação pelo governo Trump de uma nova liderança da SEC com postura mais favorável às criptomoedas, a Ripple e a SEC chegaram a um acordo final, encerrando uma batalha legal que durou quatro anos.

Garlinghouse disse, no discurso, que, ao olhar para trás, se sente feliz por ter insistido em lutar — se na época tivesse escolhido dissolver a empresa, ela não chegaria ao que é hoje.

Perguntas frequentes

Por que Garlinghouse considerou fechar a Ripple em 2020?

De acordo com a explicação de Garlinghouse no discurso da Universidade de Kansas, ele acredita que, diante de uma instituição governamental (SEC) com “poder e recursos ilimitados”, dissolver a empresa após distribuir o XRP que ela detinha aos acionistas era a opção mais fácil; ele também afirmou que, de 2017 a 2019, nos quatro encontros com a SEC, nunca foi informado de que o XRP poderia ser um valor mobiliário, o que o fez sentir que as regras eram injustas.

Qual foi o resultado final do processo da Ripple?

Conforme a reportagem, a juíza Analisa Torres decidiu que o próprio XRP não é um valor mobiliário; em maio de 2025, após a nova liderança da SEC assumir no governo Trump, a Ripple e a SEC chegaram a um acordo, encerrando um processo que durou quatro anos. Durante o litígio, Garlinghouse estima que a Ripple tenha gasto cerca de US$ 150 milhões.

O que a decisão de que o XRP não é valor mobiliário significa para a indústria cripto?

Segundo a reportagem, a decisão da juíza Torres estabeleceu um precedente de que o próprio XRP (ou seja, a circulação do token no mercado secundário) não constitui um valor mobiliário, oferecendo algumas bases de referência para a situação legal de outros tokens cripto; os impactos regulatórios específicos dependem das políticas subsequentes da SEC e das decisões futuras dos tribunais.

Isenção de responsabilidade: as informações nesta página podem ter origem em fontes terceiras e servem apenas como referência. Não representam as opiniões da Gate e não constituem orientação financeira, de investimentos ou jurídica. A negociação de ativos virtuais envolve alto risco. Não tome decisões baseando-se apenas nas informações desta página. Para mais detalhes, consulte a Isenção de responsabilidade.
Comentário
0/400
Sem comentários